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Jornal Campos Altos - Edição 254

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O sucesso das marchinhas carnavalescas

As marchinhas de carnaval têm uma longevidade rara na música popular. Muito antes de os sambas-enredo e os trios elétricos baianos dominarem o carnaval no Brasil, as marchinhas que reinavam absolutas. A primeira música reconhecida como marcha de carnaval foi “Abre Alas”, composta pela pianista e regente Chiquinha Gonzaga, em 1989, para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro. Nos 126 anos que se passaram desde então inúmeros estilos musicais surgiram e desapareceram, enquanto as marchinhas de carnaval ainda encontram o seu espaço no carnaval brasileiro.

O gênero musical foi criado a partir da cadência da marcha portuguesa, com o ritmo mais acelerado e a introdução de instrumentos de sopros inspirados nas bandas de Jazz americano. As marchinhas já foram conhecidas como caricaturas da sociedade brasileira, porque retratavam em suas letras, com humor escrachado, os costumes daquela época.  Divertidas, maliciosas e com frases de duplo sentido, não existe tema proibido. O politicamente correto não tem espaço, e qualquer assunto sério se transforma em brincadeira. Entre os compositores que se destacaram estão: Lamartine Babo, Noel Rosa, João Roberto Kelly, Haroldo Lobo, Braguinha, Manoel Ferreira, Ruth Amaral e Chiquinha Gonzaga.

Em Campos Altos a Corporação Musical Lira Santo Antônio mantém vivo a tradição das marchinhas carnavalescas. Depois de um longo período de ausência, as marchinhas retornaram ao carnaval da cidade no ano de 2007 por iniciativa do Maestro Antônio José dos Santos (Toninho), e são apresentadas pela Banda KZ Folia, formada por músicos da Corporação, com repertório de quarenta marchinhas.

É importante para uma sociedade a manutenção de suas tradições, pois fazem parte da história e promovem a conexão das novas gerações com os seus antepassados. São raras as cidades que ainda mantém em seus carnavais as marchinhas carnavalescas. Em Campos Altos esta tradição vem sendo mantida graças ao esforço do Maestro Toninho e dos músicos da Corporação Musical Lira Santo Antônio.

Carlos Carvalho


Maestro Toninho


Banda KZ Folia


Cantoras: Nataliê e Vanessa


Impacto de remédios na natureza faz peixes machos ficarem femininos

Estudos relatam como resíduos de fármacos despejados nas águas afetam comportamento e comprometem espécies de ecossistemas 

 Nós, seres humanos, tomamos paracetamol para dor de cabeça, contraceptivos para evitar a gravidez e Prozac para a depressão. Mas para onde vão os resíduos destas substâncias, uma vez cumprida a sua função?

O corpo humano elimina muitos dos medicamentos que ingerimos através da urina. A urina vai para os esgotos e, depois de atravessar um sistema imperfeito de purificação, os resíduos desembocam nos rios que alimentam o planeta.

Embora as concentrações de drogas na água sejam baixas, as consequências destas para os ecossistemas não deixam de ser preocupantes: desde peixes machos que adquirem características femininas até aves selvagens que perdem a vontade de comer, além de populações inteiras de peixes e outros organismos aquáticos dizimadas.

 


 






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